Reino de Portugal

Em 1125, ao  completar 14 anos, o jovem Afonso Henriques armou-se cavaleiro a si próprio, como só faziam os reis.

Nessa altura, D. Teresa mantinha uma ligação amorosa com um fidalgo galego, o conde Fernão Peres de Trava. Esta ligação prejudicava o desejo de independência do Condado Portucalense.

Apoiado pelos nobres portucalenses, velhos companheiros de armas de seu pai, D. Afonso Henriques revoltou-se contra a mãe.

O confronto, entre os partidários de D. Afonso Henriques e os de D. Teresa, deu-se na batalha de S. Mamede, perto de Guimarães, em 24 de Junho de de 1128.

D. Teresa foi derrotada. Diz a tradição que D. Afonso Henriques a mandou prender no castelo de Póvoa de Lanhoso, de onde saiu para se refugiar na Galiza. Aí morreu dois anos depois.

Com a vitória de 1128, D. Afonso Henriques, ainda muito novo, passou a governar o Condado Portucalense. A partir desta data dedicou-se principalmente a duas tarefas:

As vitórias dos exércitos portugueses em Cerneja e em Arcos de Valdevez fazem com que D. Afonso VII e D. Afonso Henriques façam um acordo de paz- O Tratado de Zamora, assinado a 5 de Outubro de 1143. 

No Tratado de Zamora, Afonso VII concede a independência ao Condado Portucalense, que passa então a chamar-se Reino de Portugal e a ter D. Afonso Henriques como seu primeiro rei.

Registo da palavra sinal de Portugal, encontrada pela                                       

primeira vez num documento de 1129

                                                             

 

                                                                                          Primeira  bandeira da monarquia portuguesa

 

 

Depois destes confrontos, D. Afonso Henriques, apoiado pela sua corte, e pela população portuguesa, desenvolveria um longo processo de conquista de terras aos Mouros. Aquando da sua morte, em 1185, a linha de fronteira de Portugal, fixava-se no Alentejo.

 

O Reconhecimento do Reino

 

Nesta época, o Papa, chefe supremo da Igreja Católica tinha muitos poderes. Todos os reis e imperadores cristãos lhe deviam obediência e fidelidade.

 

Quando se formava um reino cristão era necessário que o Papa reconhecesse a sua independência e confirmasse o título de rei ao seu primeiro monarca. Só assim a independência do novo reino seria respeitada pelos outros reis cristãos.

 

Com o objectivo de provar que era um bom rei cristão, D. Afonso Henriques mandou construir e restaurar sés e igrejas, e deu algumas propriedades e regalias aos mosteiros.

Apesar de todos os serviços prestados à Igreja, só em 1179 é que o Papa Alexandre III reconheceu D. Afonso Henriques como rei de Portugal.